CAPSULITE ADESIVA
A capsulite adesiva, conhecida popularmente como ombro congelado, é uma condição caracterizada por dor e perda progressiva dos movimentos do ombro.
O quadro ocorre quando a cápsula articular, tecido que envolve a articulação, fica espessada e rígida. Com isso, movimentos como levantar o braço, alcançar objetos, vestir uma roupa ou colocar a mão nas costas podem se tornar difíceis.
Uma característica importante é a limitação tanto dos movimentos realizados pelo próprio paciente quanto daqueles feitos pelo médico durante o exame físico.
Na maioria dos casos, o tratamento é conservador. Entretanto, a recuperação costuma ser gradual e pode levar vários meses.
O que é a capsulite adesiva?
O ombro é formado por uma articulação que permite grande amplitude de movimento. Ao redor dela existe a cápsula articular, uma estrutura flexível que ajuda a estabilizar e revestir a articulação.
Na capsulite adesiva, essa cápsula passa por um processo de inflamação, espessamento e retração. Também podem se formar áreas de aderência, reduzindo o espaço e a capacidade de movimentação da articulação.
Por esse motivo, o paciente apresenta dor e rigidez progressiva. A rotação externa do ombro costuma ser um dos movimentos mais comprometidos, mas outras direções também podem ficar limitadas.
A condição pode surgir sem uma causa claramente identificável ou estar associada a doenças, traumas, cirurgias e períodos prolongados de imobilização do braço.
Por que acontece a capsulite adesiva?
Nem sempre é possível identificar uma causa específica.
Quando o quadro aparece espontaneamente, sem relação evidente com outra condição, ele é chamado de capsulite adesiva primária ou idiopática.
Em outros pacientes, pode surgir após uma lesão, cirurgia ou período em que o ombro permaneceu pouco movimentado. Nesses casos, é considerada secundária.
Alguns fatores estão associados a um risco maior de desenvolver capsulite adesiva:
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Idade entre 40 e 60 anos;
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Diabetes;
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Alterações da tireoide;
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Imobilização prolongada do braço;
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Cirurgias no ombro ou em outras regiões do membro superior;
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Traumas e fraturas;
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Doenças neurológicas, como a doença de Parkinson;
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Algumas doenças cardiovasculares;
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Períodos prolongados de redução dos movimentos por dor.
Pessoas com diabetes podem apresentar quadros mais persistentes e maior dificuldade para recuperar completamente a mobilidade.
Quais são os sintomas?
Os principais sintomas são dor e rigidez no ombro.
No início, a dor pode predominar e surgir mesmo em repouso. O desconforto noturno é frequente e pode dificultar o sono, principalmente ao deitar sobre o lado afetado.
Com a evolução, a perda de mobilidade se torna mais evidente e passa a interferir nas atividades cotidianas.
Os sintomas mais comuns incluem:
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Dor no ombro;
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Dor noturna;
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Dificuldade para dormir sobre o lado afetado;
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Perda progressiva dos movimentos;
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Dificuldade para levantar o braço;
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Limitação para alcançar objetos acima da cabeça;
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Dificuldade para pentear ou lavar o cabelo;
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Dificuldade para vestir roupas;
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Limitação para colocar a mão nas costas;
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Dificuldade para prender o sutiã ou alcançar o bolso traseiro;
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Dor e rigidez ao realizar movimentos de rotação do braço;
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Limitação para atividades profissionais ou esportivas.
A intensidade da dor e da rigidez varia conforme a fase da doença e as características de cada paciente.
Quais são as fases da capsulite adesiva?
A evolução costuma ser descrita em três fases. Elas não têm duração igual em todos os pacientes e podem se sobrepor.
Fase dolorosa ou de congelamento
A dor aumenta progressivamente e a movimentação do ombro começa a diminuir. O desconforto noturno costuma ser marcante e movimentos simples podem se tornar dolorosos.
Fase de rigidez ou congelada
A dor pode diminuir, mas a limitação dos movimentos permanece ou se torna mais evidente. Atividades como vestir-se, elevar o braço e alcançar as costas podem ficar bastante comprometidas.
Fase de recuperação ou descongelamento
A mobilidade começa a melhorar gradualmente. Essa recuperação pode ser lenta e exigir vários meses, mesmo quando o tratamento está sendo realizado adequadamente.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é principalmente clínico.
Durante a consulta, o ortopedista avalia quando a dor começou, como ocorreu a perda de movimento, quais atividades estão limitadas e se existem doenças ou situações associadas, como diabetes, alterações da tireoide, trauma, cirurgia ou imobilização.
No exame físico, são avaliados os movimentos ativos, realizados pelo paciente, e os movimentos passivos, conduzidos pelo médico.
Na capsulite adesiva, ambos costumam estar limitados. A perda da rotação externa é um achado particularmente característico.
Também é importante examinar a força, o pescoço e outras estruturas do ombro para diferenciar a capsulite de problemas que podem produzir sintomas semelhantes.
É necessário fazer exames?
Nem sempre.
Na maioria dos casos, a história clínica e o exame físico permitem identificar a condição. Os exames podem ser solicitados para descartar outras causas de dor e rigidez.
Dependendo do caso, podem ser utilizados:
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Radiografia;
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Ultrassonografia;
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Ressonância magnética;
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Exames laboratoriais em situações específicas.
A radiografia pode ajudar a avaliar artrose, alterações ósseas ou sequelas de fraturas. A ultrassonografia e a ressonância podem ser indicadas quando existe suspeita de lesões associadas, como problemas nos tendões do manguito rotador.
Os exames de imagem não são obrigatórios para todos os pacientes e devem ser solicitados de acordo com a avaliação individual.
Capsulite adesiva e lesão do manguito rotador são a mesma coisa?
Não.
Na capsulite adesiva, o principal problema está na cápsula articular, que se torna rígida e limita os movimentos ativos e passivos do ombro.
Nas lesões do manguito rotador, o comprometimento envolve um ou mais tendões responsáveis pela movimentação e estabilização do ombro. O paciente pode apresentar dor e perda de força, mas a mobilidade passiva frequentemente está mais preservada.
As duas condições também podem ocorrer ao mesmo tempo. Por isso, o exame especializado é importante para definir a origem dos sintomas e orientar o tratamento.
Como é o tratamento?
Na maioria dos pacientes, o tratamento inicial é conservador, sem cirurgia.
Os objetivos são controlar a dor, preservar ou recuperar a mobilidade e permitir o retorno progressivo às atividades.
O tratamento pode incluir:
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Orientações sobre a evolução da doença;
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Adaptação temporária das atividades;
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Medicamentos para controle da dor, quando indicados;
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Fisioterapia;
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Exercícios de mobilidade e alongamento;
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Infiltração com corticosteroide em situações selecionadas;
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Distensão ou hidrodilatação da cápsula em casos específicos;
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Tratamento das doenças associadas, como diabetes e alterações da tireoide;
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Procedimentos cirúrgicos nos quadros que não apresentam evolução satisfatória.
A escolha depende da fase da capsulite, da intensidade da dor, do grau de rigidez, do tempo de evolução e das necessidades funcionais do paciente.
Qual é o papel da fisioterapia?
A fisioterapia pode ter papel importante na recuperação da mobilidade e da função do ombro.
O programa deve ser individualizado e adaptado à fase da doença. Quando a dor é intensa, exercícios muito agressivos podem aumentar o desconforto. Nessa etapa, geralmente são priorizadas medidas de controle da dor e movimentos leves dentro da tolerância do paciente.
À medida que os sintomas permitem, podem ser introduzidos alongamentos, exercícios para ganho progressivo de amplitude e, posteriormente, fortalecimento dos músculos do ombro e da escápula.
O objetivo não é forçar o ombro indiscriminadamente, mas recuperar o movimento de forma gradual e segura.
Além das sessões, o paciente pode receber orientações para realizar exercícios em casa. A frequência, a intensidade e os tipos de movimento devem ser definidos de acordo com a avaliação profissional.
Infiltração pode ajudar?
A infiltração com corticosteroide dentro da articulação pode ser considerada em determinados pacientes, principalmente quando a dor é mais intensa e limita a movimentação ou a participação na fisioterapia.
O procedimento busca reduzir a dor e melhorar a função, especialmente nas fases iniciais e mais dolorosas. Seu benefício pode variar conforme o momento da indicação e as características do quadro.
Em pacientes com diabetes, é necessário cuidado adicional, pois o corticosteroide pode alterar temporariamente os níveis de glicose.
A infiltração não é obrigatória em todos os casos e deve ser indicada após avaliação médica.
O que é a hidrodilatação?
A hidrodilatação, também chamada de distensão capsular, é um procedimento no qual uma solução é injetada dentro da articulação com o objetivo de distender a cápsula rígida.
Podem ser utilizados soro fisiológico, anestésico local e corticosteroide, conforme a técnica e a indicação médica. Geralmente, o procedimento é realizado com auxílio de imagem para orientar o posicionamento da agulha.
A hidrodilatação pode ser considerada em situações selecionadas e costuma ser associada a um programa de reabilitação para manutenção e recuperação dos movimentos.
Os resultados variam e a indicação deve considerar a fase da doença, os tratamentos já realizados e as condições clínicas do paciente.
Quando a cirurgia pode ser necessária?
A cirurgia é necessária em uma pequena parcela dos casos.
Ela pode ser considerada quando existe dor ou limitação funcional importante apesar de um período adequado de tratamento conservador.
Antes de indicar o procedimento, são avaliados fatores como:
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Tempo de duração dos sintomas;
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Grau de perda dos movimentos;
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Impacto nas atividades cotidianas e profissionais;
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Intensidade da dor;
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Resposta à fisioterapia;
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Tratamentos já realizados;
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Doenças associadas;
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Expectativas e necessidades do paciente.
A decisão é individualizada, pois muitos pacientes continuam apresentando melhora progressiva sem cirurgia.
Como é a cirurgia para capsulite adesiva?
O objetivo do tratamento cirúrgico é liberar a cápsula contraída e recuperar a mobilidade do ombro.
Entre os procedimentos que podem ser utilizados estão a manipulação sob anestesia e a liberação capsular por artroscopia.
Na manipulação sob anestesia, o ombro é movimentado cuidadosamente enquanto o paciente está anestesiado para alongar e liberar áreas de rigidez da cápsula.
Na liberação capsular artroscópica, pequenas incisões permitem a introdução de uma câmera e instrumentos para liberar partes contraídas da cápsula.
As técnicas podem ser utilizadas isoladamente ou em conjunto, conforme as características do caso e a avaliação do cirurgião.
Após o procedimento, a fisioterapia é importante para preservar o movimento obtido e avançar na recuperação funcional.
Como é a recuperação?
A recuperação da capsulite adesiva costuma ser gradual.
Mesmo sem cirurgia, a evolução pode levar muitos meses e, em alguns casos, prolongar-se por anos. A velocidade de melhora varia conforme a fase da doença, o grau de rigidez, a presença de diabetes ou outras condições associadas e a resposta ao tratamento.
Durante a recuperação, os exercícios são ajustados conforme a dor e a mobilidade. O retorno às atividades profissionais, à musculação e aos esportes deve ocorrer progressivamente.
Após cirurgia ou manipulação, a reabilitação costuma começar precocemente, de acordo com a orientação médica, para manter a amplitude de movimento alcançada.
Embora muitos pacientes apresentem melhora importante, nem todos recuperam a mobilidade no mesmo ritmo ou retornam exatamente à amplitude anterior.
Quando procurar um ortopedista?
A avaliação especializada é recomendada quando a dor persiste, existe perda de movimento ou as atividades cotidianas começam a ficar limitadas.
Procure um ortopedista principalmente diante de:
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Dor no ombro que não melhora;
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Dor noturna frequente;
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Perda progressiva dos movimentos;
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Dificuldade para levantar o braço;
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Dificuldade para vestir-se ou cuidar da higiene pessoal;
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Limitação para trabalhar, dirigir ou praticar exercícios;
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Rigidez após trauma, cirurgia ou imobilização;
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Sintomas associados a fraqueza importante;
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Dor acompanhada de febre, vermelhidão ou inchaço;
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Dor intensa após uma queda ou outro trauma.
Nem toda dor acompanhada de rigidez é causada por capsulite adesiva. Artrose, lesões do manguito rotador, tendinites, bursites e alterações na coluna cervical podem produzir sintomas parecidos.
Perguntas frequentes
Capsulite adesiva tem cura?
A maioria dos pacientes apresenta melhora da dor e da mobilidade ao longo do tempo. Entretanto, a recuperação pode ser lenta, e alguns pacientes permanecem com algum grau de limitação. O acompanhamento ajuda a controlar os sintomas e orientar a recuperação funcional.
Capsulite adesiva melhora sozinha?
Pode ocorrer melhora espontânea durante a evolução natural da doença, mas isso não significa que todos os pacientes devam apenas esperar. O tratamento pode ajudar no controle da dor, na manutenção da função e na recuperação dos movimentos.
Quanto tempo dura a capsulite adesiva?
A duração varia bastante. O quadro pode persistir por muitos meses e, em alguns pacientes, por alguns anos. Não é possível determinar um prazo exato sem considerar a fase da doença, as condições associadas e a resposta individual ao tratamento.
Capsulite adesiva acontece nos dois ombros?
Pode ocorrer nos dois lados, embora seja comum que um ombro seja afetado primeiro. O surgimento simultâneo não é o mais frequente. Pacientes com diabetes e outras condições associadas podem apresentar maior risco de acometimento bilateral.
Quem tem diabetes apresenta maior risco?
Sim. A capsulite adesiva é mais frequente em pessoas com diabetes e pode apresentar evolução mais prolongada. O controle da glicemia também deve ser considerado durante o tratamento, especialmente quando existe indicação de infiltração com corticosteroide.
Posso fazer musculação com capsulite adesiva?
Depende da fase da doença, da intensidade da dor e dos movimentos exigidos. Algumas atividades podem ser mantidas com adaptações, enquanto outras precisam ser temporariamente reduzidas. A orientação deve ser individualizada para evitar piora dos sintomas.
Devo forçar o ombro para recuperar o movimento?
Não é recomendado forçar o ombro de maneira indiscriminada. Exercícios muito intensos, principalmente na fase dolorosa, podem aumentar o desconforto. O ganho de movimento deve ocorrer de forma progressiva e dentro de um programa adequado à fase da condição.
Capsulite adesiva precisa de cirurgia?
Na maioria dos casos, não. O tratamento conservador costuma ser a primeira opção. A cirurgia é reservada para pacientes com dor ou rigidez importante que não apresentam melhora satisfatória após tratamento adequadamente realizado.
Avaliação especializada
A dor e a rigidez no ombro podem ter diferentes causas e nem sempre representam uma capsulite adesiva.
Uma avaliação especializada permite identificar a origem dos sintomas, medir a perda de movimento, investigar fatores associados e definir as opções de tratamento mais adequadas para cada paciente.
Agende uma consulta com o Dr. Alex Mantovani e faça uma avaliação do seu ombro.
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