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TENDINITE CÁLCARIA

A tendinite calcária é uma condição caracterizada pela formação de depósitos de cálcio nos tendões do manguito rotador, principalmente no tendão supraespinal.

O quadro pode provocar uma reação inflamatória no tendão e nas estruturas próximas. A dor pode surgir gradualmente ou de forma intensa, piorar durante a noite e dificultar movimentos como levantar o braço, alcançar objetos ou realizar atividades acima da cabeça.

Uma característica importante é que depósitos de cálcio podem aparecer nos exames de pessoas sem sintomas. Por isso, o diagnóstico depende da relação entre as imagens, a localização da dor e os achados do exame físico.

Na maioria dos casos, o tratamento inicial é conservador. Procedimentos específicos ou cirurgia podem ser considerados quando a dor e as limitações persistem apesar das opções não cirúrgicas.

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O que é a tendinite calcária?

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A tendinite calcária é uma condição caracterizada pela formação de depósitos de cálcio dentro dos tendões do manguito rotador.

O manguito rotador é formado por quatro tendões que ajudam a movimentar e estabilizar o ombro. O tendão supraespinal, localizado na parte superior da articulação, é o mais frequentemente afetado.

Os depósitos são formados principalmente por cristais de hidroxiapatita e podem apresentar diferentes tamanhos, formatos e consistências.

Algumas calcificações permanecem sem causar sintomas. Em outros casos, podem provocar inflamação, dor intensa e limitação dos movimentos.

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Por que acontece a tendinite calcária?

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A causa exata da formação dos depósitos ainda não é completamente compreendida.

A tendinite calcária não representa simplesmente um acúmulo de cálcio provocado pela alimentação. O quadro envolve alterações biológicas no próprio tendão, que passa por um processo de formação e, em alguns casos, reabsorção da calcificação.

Alguns fatores podem estar associados à condição:

  • Idade adulta, principalmente entre 30 e 60 anos;

  • Alterações na estrutura e nas células do tendão;

  • Sobrecarga repetitiva do ombro;

  • Atividades que exigem movimentos frequentes acima da cabeça;

  • Diabetes;

  • Alterações da tireoide;

  • Predisposição individual;

  • Outros distúrbios metabólicos em situações específicas.

Nem sempre existe relação com trauma ou esforço físico. Muitos pacientes não conseguem identificar um acontecimento específico antes do início dos sintomas.

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Quais tendões podem ser afetados?

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A calcificação pode ocorrer em diferentes tendões do manguito rotador.

O supraespinal é o mais frequentemente comprometido, especialmente próximo ao local em que o tendão se prende ao úmero.

Outros tendões que podem apresentar depósitos incluem:

  • Infraespinal;

  • Subescapular;

  • Redondo menor, com menor frequência.

A localização do depósito pode influenciar a região da dor e os movimentos que provocam os sintomas.

Também pode ocorrer inflamação da bursa subacromial, uma pequena bolsa que reduz o atrito entre os tendões e as estruturas ósseas do ombro.

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Quais são as fases da tendinite calcária?

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A condição pode evoluir por diferentes fases. Nem todos os pacientes apresentam a mesma sequência ou a mesma duração.

Fase de formação

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O depósito começa a se formar dentro do tendão. Nessa etapa, os sintomas podem ser discretos ou até mesmo inexistentes.

Fase de repouso

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A calcificação permanece no tendão sem grandes alterações. Alguns pacientes continuam sem dor, enquanto outros apresentam desconforto durante movimentos específicos.

Fase de reabsorção

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O organismo inicia o processo de remoção do depósito. Essa fase pode provocar uma reação inflamatória intensa e causar dor súbita, inclusive em repouso e durante a noite.

Fase pós-calcificação

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Após a reabsorção, o tendão passa por um processo de reorganização. A dor tende a diminuir e a função do ombro pode melhorar progressivamente.

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Quais são os sintomas?

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Os sintomas variam conforme a fase da doença, o tamanho e a consistência do depósito e a reação inflamatória ao redor do tendão.

A dor pode surgir gradualmente ou começar de forma repentina e intensa.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor no ombro;

  • Dor na região lateral do braço;

  • Dor intensa de início súbito;

  • Dor durante a noite;

  • Dificuldade para dormir sobre o lado afetado;

  • Dor ao levantar ou abaixar o braço;

  • Dificuldade para alcançar objetos acima da cabeça;

  • Limitação para vestir roupas ou cuidar do cabelo;

  • Desconforto ao realizar exercícios;

  • Redução temporária da força por causa da dor;

  • Rigidez e limitação dos movimentos;

  • Dificuldade para atividades profissionais ou esportivas.

Nos quadros agudos, o paciente pode apresentar grande dificuldade para movimentar o braço, mesmo sem existir uma ruptura completa do tendão.

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A calcificação pode não causar sintomas?

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Sim.

Depósitos de cálcio podem ser encontrados em radiografias ou ultrassonografias de pessoas que não apresentam dor no ombro.

Por isso, a presença da calcificação em um exame não significa automaticamente que ela seja a causa dos sintomas.

É necessário relacionar a localização do depósito com a região da dor, o exame físico e a possível presença de outras alterações no ombro.

O tamanho da calcificação também não determina sozinho a intensidade do quadro. Depósitos pequenos podem provocar dor importante durante a fase inflamatória, enquanto calcificações maiores podem permanecer assintomáticas.

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Como é feito o diagnóstico?

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O diagnóstico é realizado por meio da história clínica, do exame físico e dos exames de imagem.

Durante a consulta, o ortopedista avalia quando a dor começou, sua intensidade, os movimentos que provocam os sintomas e o impacto nas atividades cotidianas, profissionais ou esportivas.

No exame físico, são avaliados:

  • Localização da dor;

  • Mobilidade ativa e passiva;

  • Força do ombro;

  • Movimentos que reproduzem os sintomas;

  • Sinais de irritação dos tendões e da bursa;

  • Possíveis alterações no pescoço ou em outras estruturas.

Em fases muito dolorosas, a limitação causada pela dor pode dificultar alguns testes. A avaliação deve considerar esse contexto para não confundir a condição com outras doenças do ombro.

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Quais exames podem ser utilizados?

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A radiografia e a ultrassonografia são os exames mais utilizados para identificar e avaliar os depósitos de cálcio.

Dependendo do caso, podem ser solicitados:

  • Radiografia;

  • Ultrassonografia;

  • Ressonância magnética;

  • Exames laboratoriais em situações específicas.

A radiografia costuma mostrar a calcificação próxima à cabeça do úmero e pode fornecer informações sobre tamanho, localização, formato e densidade do depósito.

A ultrassonografia permite avaliar o depósito, o tendão e a bursa durante o exame. Também pode ser utilizada para orientar procedimentos, como infiltrações e lavagem percutânea.

A ressonância magnética pode ser indicada quando existe dúvida sobre lesões associadas, principalmente alterações do manguito rotador. Entretanto, ela nem sempre é necessária para confirmar a tendinite calcária.

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Tendinite calcária e ruptura do manguito rotador são a mesma coisa?

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Não.

Na tendinite calcária, existe um depósito de cálcio dentro de um dos tendões do manguito rotador.

Na ruptura do manguito, ocorre uma lesão parcial ou completa das fibras do tendão.

A dor e a dificuldade para levantar o braço podem acontecer nas duas condições, mas o mecanismo e o tratamento são diferentes.

Também é possível que uma calcificação e uma lesão do manguito estejam presentes ao mesmo tempo. Os exames e a avaliação clínica ajudam a identificar quais alterações estão relacionadas aos sintomas.

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A alimentação rica em cálcio causa tendinite calcária?

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Não existe evidência de que o consumo habitual de alimentos ricos em cálcio seja a causa direta da tendinite calcária.

O depósito se forma por um processo localizado dentro do tendão e não significa, necessariamente, que exista excesso de cálcio no sangue.

Por isso, retirar leite, derivados ou outras fontes de cálcio da alimentação não costuma fazer parte do tratamento da condição.

Mudanças na dieta ou uso de suplementos devem ser discutidos com o médico quando existirem outras indicações clínicas.

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Como é o tratamento?

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Na maioria dos pacientes, o tratamento inicial é conservador, sem cirurgia.

Os objetivos são controlar a dor, reduzir a inflamação, preservar os movimentos e recuperar progressivamente a função do ombro.

O tratamento pode incluir:

  • Modificação temporária das atividades que provocam dor;

  • Aplicação de gelo em situações selecionadas;

  • Medicamentos para controle dos sintomas, quando indicados;

  • Fisioterapia;

  • Exercícios para mobilidade e fortalecimento;

  • Infiltração da bursa subacromial em casos específicos;

  • Terapia por ondas de choque;

  • Punção e lavagem percutânea guiada por ultrassonografia;

  • Cirurgia nos quadros persistentes que não respondem às opções não cirúrgicas.

A escolha depende da intensidade e do tempo de duração dos sintomas, da fase da calcificação, das características do depósito e dos tratamentos já realizados.

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Qual é o papel da fisioterapia?

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A fisioterapia pode fazer parte do tratamento conservador da tendinite calcária.

Na fase de dor intensa, o programa costuma priorizar o controle dos sintomas e a preservação dos movimentos dentro da tolerância do paciente.

À medida que a dor diminui, podem ser introduzidos exercícios para recuperar a mobilidade, fortalecer o manguito rotador e melhorar o controle da escápula.

Também podem ser avaliados movimentos realizados no trabalho, no esporte ou na musculação que estejam aumentando a sobrecarga do ombro.

A fisioterapia não remove imediatamente o depósito, mas pode ajudar a controlar a dor, evitar perda de mobilidade e recuperar a função durante a evolução da condição.

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Infiltração pode ajudar?

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A infiltração com corticosteroide pode ser considerada quando existe inflamação importante da bursa subacromial e dor que limita a movimentação ou a reabilitação.

O medicamento é aplicado no espaço subacromial, e não necessariamente dentro do depósito de cálcio.

O objetivo é reduzir a inflamação e aliviar os sintomas, permitindo melhor participação nos exercícios e nas atividades cotidianas.

A infiltração não elimina diretamente a calcificação e seu efeito pode ser temporário.

A indicação deve ser individualizada, considerando as condições clínicas do paciente, os tratamentos anteriores e os possíveis riscos do procedimento.

O que é o tratamento por ondas de choque?

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A terapia por ondas de choque utiliza pulsos de energia aplicados sobre a região da calcificação.

O objetivo é estimular uma resposta biológica no tendão, favorecer a fragmentação ou reabsorção do depósito e contribuir para a melhora da dor e da função.

Existem diferentes equipamentos, níveis de energia e protocolos. Os resultados podem variar conforme as características do depósito e do paciente.

O tratamento não exige incisão, mas pode provocar desconforto durante ou após as sessões.

A indicação deve ser feita após avaliação especializada e costuma ser considerada quando as medidas iniciais não proporcionam melhora suficiente.

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O que é a lavagem da calcificação?

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A lavagem percutânea, também chamada de barbotagem ou punção-lavagem, é um procedimento minimamente invasivo realizado com auxílio da ultrassonografia.

Após anestesia local, uma ou mais agulhas são posicionadas no depósito para fragmentar e remover parte do material calcificado por meio de lavagem com solução.

O procedimento pode ser associado à infiltração da bursa subacromial em situações selecionadas.

A consistência da calcificação influencia o resultado. Depósitos mais amolecidos podem ser mais facilmente removidos do que calcificações muito endurecidas.

Nem todos os pacientes precisam desse tratamento. A indicação considera a intensidade dos sintomas, as características do depósito e a resposta às medidas já realizadas.

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Quando a cirurgia pode ser necessária?

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A cirurgia é necessária em uma parcela pequena dos pacientes.

Ela pode ser considerada quando a dor persiste, limita as atividades e não apresenta melhora adequada após um período de tratamento conservador.

Antes da indicação, são avaliados fatores como:

  • Tempo de duração dos sintomas;

  • Intensidade da dor;

  • Limitação das atividades cotidianas;

  • Impacto profissional ou esportivo;

  • Características e localização do depósito;

  • Resposta à fisioterapia;

  • Resposta às ondas de choque ou à lavagem, quando realizadas;

  • Presença de lesões associadas;

  • Expectativas e necessidades do paciente.

A presença de calcificação em um exame, sem sintomas compatíveis, não é suficiente para indicar cirurgia.

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Como é a cirurgia para tendinite calcária?

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A cirurgia geralmente é realizada por artroscopia do ombro.

Pequenas incisões permitem a introdução de uma câmera e instrumentos para localizar e remover o depósito de cálcio.

Durante o procedimento, o cirurgião também avalia o tendão e outras estruturas do ombro.

Após a retirada da calcificação, pode permanecer uma abertura no tendão. Dependendo do tamanho e da profundidade desse defeito, pode ser necessário realizar um reparo do manguito rotador.

Outros procedimentos só são associados quando existe indicação específica. A técnica utilizada depende das características da calcificação e das possíveis alterações encontradas.

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Como é a recuperação?

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A recuperação varia conforme o tratamento realizado e a intensidade do quadro.

No tratamento conservador, o retorno às atividades ocorre gradualmente conforme a dor diminui e o ombro recupera mobilidade e força.

Após a lavagem percutânea, pode existir desconforto temporário. As orientações sobre repouso relativo e retomada dos exercícios dependem do procedimento e da resposta individual.

Depois da cirurgia, uma tipoia pode ser utilizada por um período curto para conforto. Quando também é necessário reparar o tendão, a proteção e o tempo de reabilitação costumam ser maiores.

A fisioterapia pode auxiliar na recuperação dos movimentos e da força.

O retorno ao trabalho, à musculação e aos esportes depende da evolução do paciente, das exigências de cada atividade e da realização ou não de reparo do manguito rotador.

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Quando procurar um ortopedista?

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A avaliação especializada é recomendada quando a dor persiste, interfere nas atividades ou surge de forma intensa.

Procure um ortopedista principalmente diante de:

  • Dor no ombro que não melhora;

  • Dor intensa de início súbito;

  • Dor frequente durante a noite;

  • Dificuldade para levantar ou movimentar o braço;

  • Limitação para vestir-se ou cuidar da higiene pessoal;

  • Dificuldade para trabalhar, dirigir ou praticar exercícios;

  • Redução da força do ombro;

  • Sintomas que persistem apesar de medidas simples;

  • Histórico de trauma associado à dor;

  • Vermelhidão, calor local ou febre.

Nem toda dor no ombro é causada por tendinite calcária. Bursite, capsulite adesiva, lesões do manguito rotador, artrose e alterações da coluna cervical podem provocar sintomas semelhantes.

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Perguntas frequentes

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Tendinite calcária tem cura?

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Muitos pacientes apresentam melhora com tratamento conservador e o organismo pode reabsorver o depósito ao longo do tempo. A evolução varia, e alguns quadros persistentes podem exigir procedimentos específicos.

A calcificação pode desaparecer sozinha?

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Sim. Em determinados pacientes, o depósito passa por uma fase de reabsorção e pode diminuir ou desaparecer. Esse processo, entretanto, pode provocar uma fase de dor intensa.

A tendinite calcária é causada por excesso de cálcio?

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Não necessariamente. A formação do depósito ocorre por alterações localizadas no tendão e não costuma indicar excesso de cálcio na alimentação ou no sangue.

Preciso parar de consumir leite e derivados?

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Não há indicação habitual de retirar alimentos ricos em cálcio por causa da tendinite calcária. Mudanças alimentares devem ocorrer apenas quando existirem outras razões médicas ou nutricionais.

O tamanho da calcificação determina a intensidade da dor?

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Não isoladamente. A fase da doença, a consistência do depósito e a reação inflamatória ao redor do tendão também influenciam os sintomas.

Posso fazer musculação com tendinite calcária?

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Depende da intensidade da dor e dos movimentos realizados. Alguns exercícios podem ser mantidos com adaptações, enquanto atividades dolorosas podem precisar de redução temporária. O retorno deve ser progressivo e individualizado.

Ondas de choque quebram a calcificação?

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As ondas de choque podem estimular mudanças no depósito e favorecer sua fragmentação ou reabsorção. A resposta varia conforme as características da calcificação e o protocolo utilizado.

A lavagem retira toda a calcificação?

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Nem sempre. O procedimento busca remover parte significativa do material e reduzir os sintomas. A quantidade retirada depende da localização e da consistência do depósito.

Tendinite calcária precisa de cirurgia?

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Na maioria dos casos, não. A cirurgia costuma ser reservada para pacientes com dor e limitação persistentes que não respondem adequadamente às opções não cirúrgicas.

Tendinite calcária pode romper o tendão?

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A calcificação não significa que exista uma ruptura. Entretanto, alterações do tendão podem ocorrer ao mesmo tempo, e a remoção cirúrgica de um depósito profundo pode deixar um defeito que precise ser reparado.

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Avaliação especializada

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A dor no ombro pode ter diferentes causas e nem sempre está relacionada à presença de uma calcificação.

Uma avaliação especializada permite relacionar os sintomas aos exames, identificar a fase e as características do depósito e verificar a existência de outras alterações no ombro.

Agende uma consulta com o Dr. Alex Mantovani e faça uma avaliação do seu ombro.

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